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Chega de feminicídio: mulheres ocupam as ruas no Brasil neste 8 de Março

Publicado em 07/03/2026 10:26

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O Dia intercacional da Mulher, celebrado em 8 de março, será marcado por mobilizações em diversas cidades brasileiras contra o feminicídio e a violência de gênero. A FINDECT, federação que representa sindicatos de São Paulo, Santos, Bauru, Rio de Janeiro e Maranhão, convoca as mulheres a participarem dos atos que defendem a vida, os direitos e a igualdade.

As manifestações deste ano acontecem em um contexto preocupante. O Brasil continua registrando números elevados de feminicídio, crime que representa a forma mais extrema da violência de gênero.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o país registrou mais de 1.460 feminicídios em 2024, um número que evidencia a gravidade da situação.

Em 2025, diversos estados voltaram a registrar crescimento nos casos, reforçando o alerta de especialistas e organizações de defesa dos direitos das mulheres.

Já em 2026, os dados preliminares indicam que o país continua convivendo com uma média de cerca de quatro mulheres assassinadas por dia, uma realidade que exige respostas urgentes do poder público e da sociedade.

Para a secretária da Mulher da FINDECT, Telma Milhomem, a mobilização das mulheres neste 8 de Março é fundamental.

“O feminicídio é uma violência extrema que precisa ser combatida com seriedade. As mulheres vão às ruas para exigir respeito, segurança e políticas públicas capazes de proteger vidas”, afirma.

A diretora do SINTECT-RJ e suplente da Secretaria da Mulher da FINDECT, Kellen Christine de Souza Soares, destaca que a luta das mulheres também envolve a defesa de direitos sociais e trabalhistas.

“A luta das mulheres é por dignidade, igualdade e respeito. Isso inclui combater a violência, mas também garantir condições justas de trabalho e oportunidades iguais”, afirma.

Entre os temas debatidos nas mobilizações também está a crítica à escala de trabalho 6×1, considerada por movimentos sindicais e sociais como um modelo que intensifica desigualdades e impacta especialmente as mulheres.

Para muitas trabalhadoras, jornadas extensas dificultam o acesso à educação, ao descanso e à convivência familiar.

Por isso, neste 8 de Março, as mulheres ocupam as ruas em todo o Brasil para reafirmar que a luta continua — contra a violência, pela igualdade e pela vida das mulheres.

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