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Direção dos Correios assiste contágio e mortes aumentarem entre os ecetistas e nada faz

Publicado em 12/05/2020

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A irresponsabilidade e o descaso com a saúde e a vida do trabalhador permanecem inalterados nos Correios, mesmo com o avanço avassalador do número de infectados e de mortes no país!

A FINDECT e os Sindicatos filiados denunciam a situação e reivindicam ações quase todo dia. Mas a direção da empresa se aproveita da quarentena e da proibição de aglomerações, que dificultam manifestação e lutas da categoria, e segue expondo os ecetistas ao risco de contágio pelo coronavírus e de morte.

O quadro está ficando desesperador. Os números oficiais, muito abaixo da realidade, contavam no dia 11 de maio 168.331 infectados e 11.519 óbitos no país. No mesmo dia ocorreram 5.632 novos diagnósticos e 396 óbitos.

A taxa de letalidade é de 6,8% e a de mortalidade, calculada a cada 100 mil habitantes, é de 5,5%. Estão entre as maiores do mundo. A cada dia que passa mais cidades veem seus sistemas de saúde chegarem perto do limite, com uso total de seus leitos, UTIS e respiradores e por baixas nas equipes hospitalares.

A continuar nesse ritmo, em breve o Brasil disputará com os Estados Unidos o triste posto de país com maior número de infectados e mortos por Covid-19 no planeta.

E a direção dos Correios continua expondo a categoria!

O risco da contaminação assusta. Ainda mais o de não conseguir vaga em um hospital. E mais ainda o de morte repentina e isolada. Mas os trabalhadores dos Correios têm de continuar se expondo em conduções lotadas, aglomerados nas unidades de trabalho, na manipulação de encomendas e correspondências e no contato com milhares de pessoas nas agências e nas ruas.

Era óbvio que o contágio aumentaria e as mortes passariam a ser diárias, com se vê hoje. A direção da empresa sabia disso e se negou desde o início a ouvir e se reunir com os Sindicatos, ainda que virtualmente, criar uma força tarefa e decidir junto com a categoria o que fazer frente à pandemia. Nem suas próprias diretrizes está seguindo, como o fechamento e desinfecção correta das unidades em que houver contágio e trabalho remoto aos trabalhadores por 15 dias por segurança aos trabalhadores e familiares.

Os dirigentes da ECT vão no mesmo caminho do seu chefe que preside a república. Ele segue desdenhando da doença, dizendo que todos vão se infectar mesmo, que só os velhos e fracos vão morrer, que o mais importante é a economia e o dinheiro. Enquanto o Brasil chorava seus 11 mil mortos, ele se dava ao luxo de brincar sobre um churrasco com amigos e de passear de jet ski na represa.

Como seu chefe, a direção dos Correios segue o caminho insólito e tétrico de trocar vidas por lucro!

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