Siga nas redes

Dia Nacional dos Correios: FINDECT rebate Jornal Nacional e defende empresa pública

Publicado em 08/04/2026 19:06

Fonte:


Neste 8 de abril, Dia Nacional dos Correios, sindicatos e trabalhadores representados pela FINDECT reforçam a importância histórica e social da empresa e contestam a narrativa apresentada pelo Jornal Nacional, que apontou a privatização como única saída para os desafios da estatal.

Com mais de 360 anos de atuação no Brasil, os Correios seguem sendo um dos principais instrumentos de integração nacional, garantindo atendimento em todos os municípios — inclusive onde nenhuma empresa privada tem interesse em atuar. Além da entrega de cartas e encomendas, a empresa desempenha funções essenciais, como a distribuição de livros didáticos, logística do ENEM, envio de medicamentos e atendimento à população em regiões remotas.

A FINDECT considera equivocadas as afirmações de que os Correios estariam “quebrados” ou dependentes exclusivamente de recursos públicos. Entre 2000 e 2025, a empresa registrou lucro em 18 dos 27 anos analisados, com mais de R$ 13,8 bilhões repassados à União. Para as entidades, esses dados demonstram que a estatal tem histórico de geração de resultados e não pode ser reduzida a um cenário conjuntural.

Os sindicatos também rebatem a ideia de que a situação tende a se agravar inevitavelmente. Segundo a Federação, os desafios recentes estão ligados a fatores específicos, como mudanças no mercado de e-commerce, concorrência internacional, alterações regulatórias que reduziram receitas e a falta de investimentos ao longo dos anos — pontos que não foram considerados na reportagem.

Outro argumento contestado é o de que a maioria das agências é deficitária. Para a FINDECT, esse dado reflete o compromisso legal dos Correios com a universalização do serviço postal. A empresa é obrigada a atender toda a população, manter tarifas acessíveis e operar em regiões onde não há retorno financeiro.

A Federação classifica como “tecnicamente equivocada e socialmente irresponsável” qualquer proposta de fechamento dessas unidades. Na prática, isso significaria abandonar milhões de brasileiros, ampliar desigualdades regionais e comprometer o acesso a serviços essenciais.

A FINDECT também critica a omissão do papel social desempenhado pelos Correios. Entre as atividades realizadas pela empresa estão a distribuição de donativos em situações de calamidade, a entrega de milhões de livros didáticos, a operação logística do ENEM, serviços em parceria com órgãos públicos e a atuação fundamental durante a pandemia da COVID-19.

“Isso não é prejuízo. Isso é missão pública”, destacam os trabalhadores.

Neste Dia Nacional dos Correios, os sindicatos reafirmam que o debate sobre o futuro da empresa deve considerar sua função social e sua importância estratégica para o país. Para a FINDECT, o caminho não é a privatização, mas o fortalecimento da empresa pública, com investimentos e valorização dos trabalhadores.

Correios são do Brasil — e defender a empresa é defender milhões de brasileiros.

Compartilhe agora com seus amigos