Amazon reconhece que depende do Correio estatal e que privatização é retrocesso

Publicado em 04/06/2021

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Quem fala em privatizar os Correios está fora da realidade até do centro do capitalismo mundial, como ficou claro no reconhecimento da maior empresa de logística do mundo de que usou e continua usando o Correio estatal americano para viabilizar e ampliar seus negócios e defender o fortalecimento da estatal!

Artigo postado no site da Amazon reconhece que seu fundador, o bilionário Jeff Bezos, começou empacotando, numa garagem de Seattle, nos EUA, os livros que vendia pela internet e os postando para a entrega no Correio estatal americano (United States Postal Service – USPS).

E não foi só no começo. No artigo também está explicitado que a gigante mundial de entregas continua dependendo do Correio estatal americano, sem o qual não existiria.

Ela usa a malha logística nacional da USPS para entregar em todo o país. E claro que não tem a mínima intenção de assumir isso, muito pelo contrário.
Atua com sua frota nas localidades lucrativas. E nos rincões deficitários do país usa o serviço da estatal, única empresa que pode criar meios de garantir atendimento postal a toda população num sistema capitalista. É a mesma situação no Brasil.

Por isso a Amazon defende a manutenção e o fortalecimento do correio estatal com fundos públicos. E parabeniza o Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos EUA pela destinação em lei de recursos para revitalizar e fortalecer o correio estatal.

Considerando que se trata de uma das empresas que mais exploram seus funcionários no planeta, com jornadas exaustivas quase sem diretos e dificultando a organização sindical, a Amazon também sugere a retirada do fundo de pensão e da assistência médica dos trabalhadores da estatal.

Só no Brasil se fala em privatizar

Essa postura da Amazon mostra o quanto é atrasado, reacionário e neoliberal a ideia de privatizar os Correios. É uma discussão que já está superada no mundo todo, inclusive com países que privatizaram voltando atrás.

Na pandemia ficou ainda mais evidente que a ideologia neoliberal de Estado mínimo, com tudo privatizado, não tem mais sustentação. Em todo o planeta a importância do Estado, dos serviços públicos e das estatais ficou evidente para proteger a população e manter a economia funcionando.
O maior exemplo do Brasil é o SUS, sem o qual não haveria combate à pandemia, atendimento à população pobre e vacinação como se vê, e o desastre seria muito mais monstruoso.

Privatização é retrocesso imenso

Se a privatização dos Correios ocorrer, o retrocesso vai ser imenso e, no futuro, terá de ser desfeito. O prejuízo para a população brasileira será enorme, tanto em serviços que perderá, quanto em recursos que serão queimados.

A economia do país e toda sua infraestrutura empresarial terá enormes perdas numa realidade em que o comércio online e a entrega dos produtos vieram para ficar, e uma empresa estatal de Correios, com uma rede logística capilarizada nacionalmente, será cada dia mais essencial.

A pergunta que fica é: a quem interessa privatizar os Correios no Brasil?

Veja AQUI o artigo publicado no site da Amazon.

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