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Direção dos Correios apresenta balanço e perspectiva financeira para 2018

Publicado em 31/01/2018

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Durante reunião entre a direção dos Correios e Federação dos trabalhadores, ocorrida na manhã desta terça-feira (30), o presidente da estatal, Guilherme Campos e seu corpo de diretores e assessores, apresentaram o balanço da situação financeira da Empresa, seguido da apresentação dos resultados do planejamento que está alterando a estrutura organizacional, a partir de 2017.

Na primeira parte da apresentação, o quadro apresentado foi de déficit financeiro no caixa da ECT mas, segundo o Presidente Guilherme Campos, a saúde financeira está em plena recuperação, com um crescimento físico e financeiro de 13%, em 2017.

“Após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidir sobre o plano de saúde dos funcionários, independente do resultado, vou atrás de dinheiro”, disse Campos, afirmando também que o plano de saúde compromete as finanças da empresa e que o Governo não tem disposição de fazer aporte nos Correios.

Com o objetivo de reforçar a ideia de corte na saúde dos funcionários, o presidente disse que diante do quadro atual do caixa da empresa, entre os meses de abril e agosto, poderá faltar dinheiro para o pagamento de impostos, fornecedores e salários, pois não há margem e o Plano de Saúde está no centro das despesas.

Frente a essa afirmação, José Aparecido Gimenes Gandara, presidente da FINDECT (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios), rebateu a opinião dizendo que o custo com os funcionários não pode ser sempre a motivação e o argumento para a supressão de benefícios, conquistas e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, adquiridos ao longo de suas histórias de contribuição e luta para fazer a estatal uma empresa reconhecida e respeitada internacionalmente.

Direção dos Correios demonstra otimismo com futuro da empresa

Em seguida foram apresentados os resultados parciais e perspectivas da empresa, através da aplicação do plano organizacional que, segundo a direção da ECT, foi pensado a partir da necessidade de redução das perdas operacionais, dos resultados ainda negativos, apesar da recuperação crescente, do custo de cerca 67% com pessoal e a busca pelo aumento da produtividade.

O relatório da consultoria diz que desde 2010 os resultados da empresa vêm se deteriorando. Mas, a partir de 2016 inicia-se a recuperação. Aponta também que em 2017, mesmo num cenário de forte queda do volume postal e o pouco tempo de aplicação do programa, os resultados começam aparecer e com perspectivas positivas a longo prazo.

Para isso, aponta enfrentar o que chamaram de desafios estratégicos que comporta a produtividade, rede de agências, transporte e tratamento, relações governamentais, visibilidade de gestão e desempenho, obrigatoriedade de universalização, tecnologia, inovação, agenda digital, tendência desfavorável para o postal, ameaça competitiva para encomendas e logística e a diversificação da receita.

Enfrentando tais desafios, o horizonte aponta defender e estender negócios, construir negócios emergentes e criar opções viáveis, é o que prevê o programa da empresa.

“Não há empresa forte, sem valorizar seus funcionários”

Na opinião de Elias Diviza, vice-presidente da FINDECT, o quadro apresentado reflete a política do governo Temer, Kassab e Guilherme Campos, que esconde em uma embalagem bonita o amargo remédio contra os trabalhadores e trabalhadoras.

“Falar em aumento da produtividade, reduzindo o número de funcionários e cortando direitos e conquistas como no caso do convênio médico, demonstra que a atual direção da empresa quer que trabalhemos mais, por menos. Não é possível construir uma empresa forte, sem valorizar os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que, de fato e no dia à dia, constroem os Correios em todo o Brasil”, afirma Diviza.

Diviza também criticou a extinção do cargo de operador de triagem e transbordo (OTT), que visa promover mais terceirização na empresa, reduzindo o quadro funcional dos Correios e remanejando funcionários, sem qualquer critério ou respeito ao movimento dos trabalhadores. “Só há uma forma de resposta ao Temer e seus indicados nos Correios. É a nossa luta e a nossa unidade. E isso eles terão”, assegurou o dirigente sindical.

Sônia Corrêa
Correspondente da FINDECT em Brasília

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