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Direção da empresa quer impedir a organização sindical da categoria

Publicado em 09/10/2020

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Para entregar o setor postal, destruir os Correios e cortar o máximo de gastos possível, saqueando os direitos e a renda do ecetista, a direção da ECT ataca com violência os Sindicatos, buscando eliminá-los, e atua para impedir a organização sindical e a resistência da categoria aos ataques, tirando cláusulas do Acordo como as reuniões setoriais!

Foto: Alan Santos / PR

Enquanto no Brasil cai cada dia mais fundo num projeto retrógrado e autoritário, que visa a impor derrotas sobre os trabalhadores para favorecer os empresários, banqueiros, especuladores e ricos em geral, nos Correios a ditadura militar já está instalada.

A autoritarismo é evidente e aplicado desavergonhadamente. E vai muito além da negação do general em negociar com os sindicatos da categoria e com a parte justa da justiça para impor retrocessos históricos nos diretos.

O projeto dessa direção militar e do governo que ela representa é quebrar completamente a resistência da categoria. Para isso quer inviabilizar a ação sindical e acabar com os Sindicatos. E impedir que os trabalhadores conversem com suas lideranças sobre os problemas que os atingem, sobre sua organização, resistência e luta.

Sem reuniões setoriais

Entre as 50 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) tungadas pela direção da ECT, com ajuda da maioria dos ministros governistas do TST, está a cláusula que regula o direito de organização sindical da categoria através das reuniões setoriais.

É uma cláusula básica em qualquer democracia, de direito de livre organização de um setor da população, no caso uma categoria profissional, que pode e deve estar unida para defender seus direitos, interesses e reivindicações.

A direção militar autoritária e ditatorial da ECT, além de eliminar essa cláusula e impedir a realização de reuniões nos setores, ainda quer impedir os dirigentes do Sindicato de atuarem nas entradas das unidades e os trabalhadores de conversarem e se informarem com eles.

É uma afronta imensa, claramente com a intensão de calar a categoria enquanto sua carteira é batida e essa empresa, que é patrimônio público da população do país, é destruída.

Não vamos e não podemos nos calar e aceitar essa imposição, essa tentativa de impedir nossa organização.

Se for preciso voltar à situação de décadas atrás, quando nos reuníamos na frente do setor, na rua, em igrejas e associações locais ou nos bares, voltaremos. Mas colocar o rabo entre as pernas e se calar frente ao autoritarismo e à ditadura, jamais!

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