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FINDECT discute PL 591/21 com o relator e apresenta resultado em live

Publicado em 27/04/2021

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A Federação e os Sindicatos filiados, em especial ao SINTECT-MA, que articulou a reunião no estado do relator do PL, conseguiram o encontro para debater com ele o projeto apresentado pelo governo para abrir as portas para a privatização e destruir os Correio e mostrar que isso prejudica toda a população do país!

Os representantes sindicais José Aparecido Gandara, Sílvio Prudêncio, Douglas Melo, Márcio Martins e Wilson Araújo mostraram ao relator do PL 591/21, deputado Gil Cutrim, do Republicanos-MA, o significado do Correio público e o quanto a população vai perder com essa ação nefasta do governo, direcionada a liquidar os Correios e entregar o setor postal para as empresas privadas tirarem lucro.

O Deputado Federal Bira do Pindaré, do PSB, também do Maranhão, ajudou os Sindicatos a articularem e participou da discussão com o relator, fortalecendo as argumentações dos trabalhadores. Também participou o ex-senador e ex-ministro de estado Romero Jucá.

A urgência na aprovação do projeto foi questionada pelos dirigentes sindicais e apoiadores da luta. Deixaram claro que ela se contrapõe à necessidade de debate profundo sobre esse tema fundamental para o povo brasileiro, a economia e a integração do país, para o futuro do atendimento dos Correios e dos serviços postais em mais de 5 mil municípios que não geram lucros por suas características geográficas e populacionais. E solicitaram uma tramitação normal, com debates em todas as comissões e audiências públicas possíveis.

O projeto 591/21 cria condições para que a privatização possa ser feita ao modificar a regulação dos serviços postais, permitir ao governo a concessão dos serviços e vender os Correios como quiser.

Contra a urgência e o PL 591/21

O principal objetivo da FINDECT e dos Sindicatos na reunião foi apresentar ao relator ideias diferentes da do governo, que prega uma suposta necessidade do Correio avançar e melhorar, e aponta a privatização como caminho, porque o governo não teria caixa para investir.

Os representantes da categoria mostraram que esse é o caminho para destruir os Correios, não para melhorá-lo. Que o governo trata a questão de forma simplista e com argumentos falsos. E que as consequências da aprovação desse projeto traria consequências profundas para o país, sua economia atual e futura, e deixaria marcas impossíveis de apagar na imagem dos deputados que o aprovarem, sobretudo do relator.

Ficou claro que o relator já sentiu a complexidade do debate sobre os Correios e a pressão social envolvida na apreciação da situação da empresa. E que haverá implicações profundas na aprovação desse projeto que na prática elimina o monopólio postal e o subsídio cruzado, determinantes para garantir o benefício cruzado e com ele o atendimento em todos os municípios do país, inclusive os mais de 5 mil deficitários.

90 mil ecetistas na luta

A pressão da categoria está forte e surtindo efeito junto aos parlamentares, inclusive o relator, e precisa ficar cada dia mais forte para resultar numa vitória da categoria e do povo contra o desmonte da ECT.

Isso exige participação de todos os 90 mil ecetistas na luta. Se cada um fizer sua parte e trazer mais um apoiador, serão quase 200 mil vozes, mensagens, curtidas, questionamentos e isso fortalecerá enormemente a resistência.
O momento é de se unir e participar. De construir uma convergência entre a categoria e a sociedade para fazer a necessária pressão sobre o Congresso e os parlamentares que votarão a matéria. A hora é agora. O próximo ano é eleitoral e a possibilidade de evitar a aprovação de projetos nefastos como esse se torna mais concreta.

Unidade e todos na luta!

Acessem, curtam e acompanhem as páginas da campanha “Correios, o que é essencial para o povo não se vende” no Facebook, Instagram, Youtube e o site.

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