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FINDECT orienta pelo não reenquadramento dos Trabalhadores OTTs

Publicado em 23/08/2018

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A mudança do cargo para carteiro, situação criada pela direção da ECT para acomodar os OTTs após a extinção do cargo, não solucionará o problema de falta de efetivo nas unidades de trabalho em todo o país. Essa decisão amplia a terceirização e a privatização, enfraquece a luta da categoria e ainda sacaneia os trabalhadores ao criar uma nova modalidade de carteiro, sem direito ao Adicional de 30% conquistado há 10 anos através de muita luta da categoria!

O governo Temer e a ECT, numa tentativa desesperada de acelerar o desmonte dos Correios, vêm desde o início do ano atacando diretamente os trabalhadores ecetistas. Com os OTTs, a maldade foi maior ainda. Simplesmente extiguiram o cargo com o objetivo de terceirizar o serviço de triagem e transbordo, num passo largo e criminoso a caminho da privatização da ECT. É a aplicação irrestrita da nefasta Reforma Trabalhista, aprovada pelos parlamentares no ano passado.

A maldade aumentou com o reenquadramento inventado para resolver a situação dos trabalhadores que estavam no cargo de OTT.  No comunicado interno da Empresa (1ª hora) de 07 de agosto, ela deu prazo até 24 de agosto para os interessados fazerem o pedido da mudança de OTT para Carteiro.

No entanto, a ECT criou uma nova modalidade de carteiro pedestre para encaixar os ex-OTTs, sem o direito ao recebimento dos 30% de adicional, que foi substituído por um valor fixo. Ou seja, vão exercer as mesmas atividades de Carteiro, vão até ser enquadrados como Carteiro, mas vão receber menos. São várias perguntas, não respondidas pela ECT, e que trazem riscos para os Trabalhadores. Por exemplo, como será a adaptação do empregado para a função? Caso ele não se adapte ao serviço externo, poderá desistir e retornar ao cargo de OTT? Ou será reenquadrado? E o contrato de trabalho, será feito um novo? Ele será igual ao dos companheiros carteiros que hoje estão na ativa?

A EMPRESA NÃO RESPEITOU A ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES, E IMPÔS SUA DECISÃO, SEM CONSULTAR A CATEGORIA E SUAS AS REPRESENTAÇÕES. ATITUDE QUE NÃO SURPREENDE. UM COSTUME DA ATUAL GESTÃO!

Diante da falta de clareza e das circunstâncias em que os Correios e o Governo Temer informaram, de forma unilateral, o reenquadramento no cargo de OTTs, a FINDECT, e os Sindicatos filiados, orientam aos trabalhadores a não aderir à migração de cargo, devido aos seguintes pontos:

Não receberá o adicional de 30%, e sim o AADC (fixo);

– Terá de optar pela mudança de cargo e alteração contratual no seu PCCS, seja ele de 1995 ou 2008;

– Aprofundará o processo de desmonte e privatização dos Correios através da terceirização do cargo de OTT no âmbito da ECT.

O reenquadramento do cargo de OTT para Carteiro deve ser combatido e não devemos aceitar, a ECT está sendo obscura e mal intencionada, pois, além de terceirizar a atividade, impõe uma privatização por dentro, e ainda não dá garantias do recebimento do respectivo adicional de 30%, fazendo com que o trabalhador renuncie o seu direito. É preciso fortalecer os Correios, realizando um concurso público para repor as mais de 20 mil vagas em aberto dentro da empresa”, afirma o vice-presidente da FINDECT, Elias Cesário (Diviza).

Reposição do quadro de trabalhadores ecetistas é necessidade urgente!

O quadro funcional dos Correios, que esteve em 120 mil, caiu para cerca de de 100 mil Trabalhadores. O resultado disso nas unidades de trabalho, principalmente nas regiões periféricas, é um completo caos.

“Com projetos que, cada vez mais, precarizam as condições de trabalho dentro da ECT, e com poucos funcionários para atender a demanda cada dia maior de encomendas e cartas em todo país, o resultado é a sobrecarga e adoecimento dos Trabalhadores Ecetistas. A FINDECT está atuando, orientando à categoria dos riscos em aceitar a mudança de carga, e buscando meios jurídicos para pôr fim à essa situação”, afirma o Presidente da FINDECT, José Aparecido Gimenes Gandara.

Leia mais: Em janeiro, a FINDECT alertou aos Trabalhadores dos riscos da alteração do cargo. A Empresa suspendeu a mudança, mas agiu com má-fé e promoveu a campanha de reenquandramento para os OTT’s.

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