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Garantias da Mulher Ecetista foi tema da 5ª rodada de negociações coletivas

Publicado em 29/06/2018

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A reunião desta quarta-feira (27) teve por objetivo discutir as cláusulas de 10 a 15 que tratam das questões das garantias da mulher ecetista. Neste ano, a empresa está dando enfoque em compor a comissão de discussão das mulheres, conforme já existia no ACT e não acontecia.

Participaram da mesa de debates desta manhã representando a Findect, Débora Henrique, Telma Milhomem, Maxy Hellen, Manuel Feitoza, Pedro Neponuceno, e Wilson Araújo.

Na ocasião, entre outros, as diretoras reivindicaram que os treinamentos sobre o combate à violência contra a mulher sejam direcionados também aos homens, uma vez que a figura do agressor geralmente é masculina e, portanto, eles não devem ficar de fora dos debates das mulheres.

É importante que as ações dentro da empresa, que tratam do tema, sejam direcionadas a todos os trabalhadores, inclusive aos homens, visando conscientizá-los de que é importante manter um ambiente de respeito às mulheres, apontando que essa é uma responsabilidade também da empresa, que deve combater o assédio moral, sexual e quaisquer tipos de violência contra a mulher”, disse Telma.

Em relação ao acesso aos treinamentos da empresa, foi solicitado pelos representantes dos trabalhadores que os chefes sejam instruídos a permitir, sem recusa, às trabalhadoras a utilização dos computadores para que possam participar, visando assim a maior eficiência destes.

Foram feitos diversos relatos marcantes de agressões às trabalhadoras. A empresa disse que não está em conformidade com essas agressões, no entanto, o que se percebe é que elas existem e que não se vê rigorosas providências contra os infratores.

As representantes da Findect solicitaram, ainda, que o médico que irá homologar o pedido de afastamento dos trabalhos para a sua licença maternidade seja de escolha da mulher gestante.

Finalizando os trabalhos, os representantes da FINDECT solicitaram a inclusão de novas cláusulas, como por exemplo, a de licença paternidade de 20 dias pois a empresa tem demorado muito para regularizar seu cadastro no programa empresa cidadã. “A empresa precisa valorizar este momento especial onde o homem deve assumir esta responsabilidade que também é dele com a família”, afirma Telma.

Além da inclusão dessa cláusula, a FINDECT busca garantir com que as trabalhadoras de base, com mais de 15 anos de trabalho na distribuição externa, tenham o direito de escolher passar a desempenhar atividades internas. E, também, que o Correios garanta às trabalhadoras com dependentes especiais a redução de jornada de trabalho para 6 horas corridas, ambas sem prejuízos nos salários (perda salarial).

De acordo com a diretora Débora Henrique, a reunião foi tranquila. “Os trabalhadores puderam expor suas reivindicações, e a empresa demonstrou estar aberta a negociações, para melhorar o ACT da categoria. Embora não saibamos se essas reivindicações serão acatadas, por ainda se tratar de um debate. Foram feitas algumas melhorias nas cláusulas específicas das mulheres, onde em alguns pontos fomos contemplados e em outros não, não havendo perda até o momento, mas manutenção”, completou.

Ela disse ainda que “Na atual conjuntura, qualquer avanço ou mesmo manutenção dos benefícios dos trabalhadores será de grande importância, já que nesse momento, uma perda pode significar que nunca mais teremos a oportunidade de recuperação desse benefício”, finalizou.

Confira a ata da reunião, clique aqui!

Texto de Adilma Araujo – Jornalista FINDECT no Maranhão

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