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Ministro das Comunicações toma frente de ataque aos Correios promovido pelo governo

Publicado em 19/09/2020

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Com declarações que derrubam a credibilidade da ECT e ataques à categoria e sua luta, na linha do que vem fazendo a direção militar da empresa e o governo, o ministro do “baú da felicidade” se coloca na linha de frente dos interesses transnacionais que buscam controlar a parte rentável do setor postal brasileiro e tirar os Correios do caminho para ampliar seus lucros fabulosos.

Foto: Alan Santos/PR

Liquidação, privatização e mentiras

Com suas ações, o ministro do Baú, Jequiti, Sisan, PanAmericano se coloca a serviço das transnacionais interessadas na liquidação dos Correios. Assumiu o comando do ataque do ímpeto do governo Bolsonaro com a privatização que ele anunciou desde a campanha eleitoral e que, se ocorrer, será desastrosa para o país.

Para realizar o serviço sujo, o ministro topa tudo revela um caráter despreocupado com a verdade. A versão propagada por ele, de que há empresas interessadas em comprar os Correios, é inverossímil.
A americana Amazon, a FEDEX e a UPS concorrem entre si e querem facilidade, com a entrega da parte rentável do setor postal a elas. Comprar a empresa toda num processo de privatização não é o que querem, porque a parte que dá prejuízo não interessa.

Muito menos a Magazine Luiza, que cresceu graças à estrutura dos Correios e que faz uma concorrência mortal com as transnacionais. Se a Amazon conseguir que o governo faça o que ela quer, vai dominar o setor de venda online e logística e a Magalu está fadada ao fracasso.

E os interesses da população?

Nem governo nem ministro têm a mínima preocupação com isso. Eles estão dizendo também que os Correios poderiam funcionar com 30 mil funcionários. A imprensa especula o que seria feito com os outros 60 mil. Demissão, transferência para outras estatais? A preocupação é pertinente, além da dificuldade de demitir concursados. A luta pela manutenção do emprego é central hoje e a FINDECT e os Sindicatos filiados a tem como prioritária.

Mas a imprensa esquece ou não se interessa em questionar quem faria o trabalho desses 60 mil que evaporariam. Provavelmente eles estão nos mais de 5200 municípios brasileiros que não dão lucro para os Correios e ficariam sem atendimento, uma vez que as transnacionais só querem o setor postal lucrativo das 360 grandes cidades do país.

Governo e ministro são frios, calculistas e entreguistas ao ponto de encaminhar com distorções, manipulação dos fatos e inverdades a destruição de uma empresa fundamental para o país e sua população, a única que integra todo o território com sua rede logística. Se colocam como serviçais do capital privado e dos interesses das transnacionais. Se prosperarem, o país sangrará por isso.

Propina e privatização

Quando o governo Bolsonaro recriou o Ministério das Comunicações para acomodar o deputado federal do PSD Fábio Faria, a notícia de que ele fora citado em delações da Odebrecht e da JBS circularam em vários veículos de imprensa.

As matérias esclareciam que o genro de Silvio Santos fora acusado de receber repasses ilegais, ou propina, em troca de favorecimento a empresas do seu estado de origem, o Rio Grande do Norte.

E não foi pouco dinheiro. As investigações já descobriram pelo menos R$ 10 milhões recebidos pelo ministro em troca de favores, entre eles A PRIVATIZAÇÃO DA COMPANHIA DE ÁGUAS DO SEU ESTADO em favor das empresas privadas que o pagaram pelo serviço sujo.

O ministro tem experiência na liquidação de empresas em favor de interesses privados. E tem ficha corrida, com investigações de crime eleitoral e corrupção correndo no STF. Talvez a busca de uma forma de se livrar do processo e a falta de escrúpulo em entregar o patrimônio do povo brasileiro sejam os motivos para ele ter aderido com tanta ênfase ao governo Bolsonaro.

O movimento de resistência da categoria será fundamental para conquistar a manutenção dos direitos e empregos. Não à privatização dos Correios!!!

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