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Na contramão da anunciada “crise”, Correios continua bancando patrocínios

Publicado em 10/04/2018

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Nos últimos anos, cada vez menos investimentos têm sido feitos pela empresa tanto na categoria ou mesmo na própria empresa, numa clara tentativa de sucateamento e até mesmo de perda de credibilidade perante a sociedade. O descaso é demonstrado na falta de contratação de mão de obra para a demanda de trabalho nas unidades por todo o país, na não aquisição e falta de manutenção adequada dos veículos (carros e motos), na falta de segurança nas agências, na precariedade de infra estrutura de boa parte das unidades pelo país, na falta de EPIs e fardamento, entre outros tantos problemas que assolam o trabalhador no seu dia a dia, que dificultam e às vezes até impossibilitam o seu trabalho.

Sempre que é falado em “crise” nos Correios, fala-se também em corte de despesas e o lugar preferido para os cortes têm sido frequentemente do lado do trabalhador. Demissões, PDI’s,  redução do número de agências, imposição de mensalidade no plano de saúde e não para por aí.

Por outro lado, a “crise” nunca foi motivo para cessarem os patrocínios aos mais variados tipos de esportes e eventos ao longo dos anos.

Investigações apontam que em 11 anos, só para a CBDA  (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos)  que inclusive chegou a  ser investigada em abril do ano passado, os Correios repassou mais de 62 milhões em patrocínios. Vale lembrar que o atual contrato de patrocínio entre as partes está em vigor até o final de 2018 e gira em torno de R$ 5,7 milhões.

Entre 2016 e 2018, os Correios bancou diversos patrocínios, em valores que se investidos na própria empresa, melhorariam bastante as condições de vida e de trabalho dos ecetista, o que refletiria diretamente na qualidade dos serviços à sociedade.

Vale ressaltar que, enquanto trabalhadores, não somos contra os patrocínios sejam eles esportivos, culturais ou mesmo a eventos. O que nós queremos é que a empresa também tenha compromisso conosco. A empresa deve sim cumprir também seu papel social, mas uma coisa não justifica não fazer a outra, valorizando o trabalhador e a própria empresa, com os investimentos necessários. Sem falar que se trata de uma completa inversão de prioridades.

Somos contra o descaso da empresa conosco enquanto trabalhadores, a falta de compromisso e investimento nela mesma, sendo estes, dois dos principais fatores que representam a qualidade e excelência em seus serviços à população.

Relembre alguns desses patrocínios entre 2016 e 2018:

Olimpíadas – 2016 – R$ 465 mil

Projeto de Filatelia – Junho 2016 – R$ 3 milhões

Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – Fevereiro 2017 – R$ 11,4 milhões

Confederação Brasileira de Handebol – Fevereiro 2017  – R$ 3,2 milhões

Confederação Brasileira de Rugby – Fevereiro 2017   – R$ 1,96 milhões

Boi de Piratinins – Junho 2017 – R$ 600 mil (o valor em 2016 era de R$ 321mil e dobrou)

Capixabão – Janeiro 2018-  R$500 mil

Confederação Brasileira do desporto Universitário – Abril 2018 – R$ 900 mil

Acompanhe o que diz a página de patrocínios da empresa:

“Os Correios, comprometidos em prestar serviços postais com qualidade e excelência aos brasileiros, também estão presentes em ações que têm o esporte como instrumento de inclusão social, por meio da concessão de patrocínios. Leia mais em https://www.correios.com.br/sobre-os-correios/patrocinio

A Luta é diária:

A FINDECT, juntamente com os Sindicatos filiados, têm sido incansável na luta pela manutenção dos direitos da categoria Ecetista em todo o país, cobrando da empresa constantemente melhorias e investimentos que proporcionem aos trabalhadores e trabalhadoras ecetistas desempenharem suas atividades em seus locais de trabalho com segurança e qualidade, tenham seus direitos respeitados e mantidos.

Cada trabalhador que entende essa realidade precisa também abraçar essa causa, na luta diária na rua, em casa, no local de trabalho, pelo respeito aos seus direitos tão duramente conquistados e não permitir que a empresa continue dia após dia a retirar direitos.

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