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Setembro Amarelo: Mês do combate ao suicídio!

Publicado em 11/09/2018

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O mês de setembro é marcado pela campanha de prevenção ao suicídio. Tema ainda tratado como tabu pela sociedade, é o responsável por uma grande parcela das mortes prematuras entre crianças e jovens. A campanha Setembro Amarelo tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de discutir o tema, já que 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A FINDECT fortalece a campanha e divulga informações importantes para acabar com os mitos e diminuir os número tão escandalosos deste mal.

A falta de conhecimento/ignorância pode trazer riscos terríveis à toda sociedade. Por isso, é importante conhecer alguns dados sobre as causas do suicídio. Segundo a OMS, a depressão, principal motivador do ato extremado, afeta 322 milhões de pessoas no mundo. Em dez anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. E esse total, representa cerca de 5% da população mundial. No Brasil, 5,8% da população está sofrendo deste mal, ou seja, um total de 11,5 milhões de brasileiros. Ainda de acordo com a OMS, entre os países da América Latina, o Brasil é o que possui maior número de pessoas em depressão.

Somente entre 2011 e 2015, o número de casos de suicídio cresceu em 12%, e é a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos. Se em 2011 o número foi de 10.490 mortes, em uma média de 5,3 a cada 100 mil habitantes, em 2015 o número chegou a 11.736, subindo para 5,7 a cada 100 mil pessoas. Ainda, Segundo a OMS, o suicídio é a segunda causa mundial de mortes entre pessoas dessa faixa etária, sendo que mais de 90% estão ligados a distúrbios mentais.

Reconhecer que uma pessoa está com depressão não é tarefa fácil, e requer avaliação de especialista (psicólogo e/ou psiquiatra) que indique o tratamento mais adequado para o mal. No entanto, ela apresenta alguns sinais que podem ser observados por pessoas próximas a quem sofre da doença. Mudanças bruscas de personalidade, alterações no desempenho escolar ou no trabalho podem ser sinais de que a pessoa sofre de algum transtorno que pode levar ao suicídio. Perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, isolamento familiar ou social, pessimismo, perda ou ganho inesperado de peso, frequência de comentários autodepreciativos ou sobre morte, ou a doação de pertences que antes o indivíduo valorizava também são sinais que devem ser notados.

Causas que podem desencadear a depressão:

Alguns hábitos de vida podem levar a pessoa a desenvolver um quadro depressivo. São fatos conhecidos e comprovado por médicos e especialistas que o abuso de substâncias, abuso físico e sexual na infância, bullying, desemprego, perda recente do emprego ou endividamento dos pais, dificuldade de integração e socialização na escola, dificuldades em relação a identidade e orientação sexual, histórico familiar de transtorno psiquiátrico, problemas emocionais, familiares e sociais, rejeição familiar, situações de luto, assédio moral, trabalho infantil, e violência familiar podem ser gatilhos para o desenvolvimento de um quadro depressivo no indivíduo.

Mortes por suicídio cresceram 60% nos últimos 45 anos, segundo a OMS:

Aproximadamente um milhão de pessoas se matam todos os anos, em todo o mundo. Quando juntamos a este dado as tentativas falhas, o número é gritante, e multiplica-se em 20 vezes. No Brasil, o suicídio ocupa a terceira posição no ranking das principais causas de morte prematura. Outra mudança que vem sendo observada é a faixa etária de quem comete suicídio. Mais comum entre idosos, o ato extremado cresce entre crianças e jovens. Segundo dados do Mapa da Violência, entre 2002 e 2012, a taxa de suicídio de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos aumentou em 40%, enquanto entre jovens entre 15 e 19 anos o índice cresceu 33%.

Mas o que leva alguém a tirar a própria vida? Até o século 16 o suicídio era uma questão religiosa ou filosófica, condenado ou glorificado dependendo de circunstâncias e conveniências. Quem primeiro afirmou que a tentativa de se matar era produto de doença mental foi o psiquiatra francês Jean-Étienne Dominique Esquirol, em meados do século 19. Anos depois, o também francês Émile Durkheim, considerado um dos pais da sociologia moderna, defendeu no livro O suicídio, de 1897, que o ato é resultado de uma sociedade que perdeu seus valores tradicionais, seus objetivos, sua identidade. O filósofo alemão Karl Marx também se dedicou ao tema, descrevendo três casos de pessoas que sacrificaram a própria vida, segundo ele, vítimas da opressão e da luta de classes.

O que pode ser feito para evitar que a tristeza vire doença

IDEA é um acrônimo prático utilizado como metodologia especialmente criada para ensinar as pessoas a gerenciar as emoções, confira:

I – Identifique os pensamentos que estão ocorrendo no momento da ansiedade intensa;
D – Desafie os pensamentos com perguntas simples: “Posso estar exagerando?” “Há outras possibilidades para interpretar essa situação? ;
E – Encontre novas formas de pensar;
A – Assuma um novo comportamento.

Alguns mitos conhecidos sobre o suicídio:

1) “Se eu perguntar sobre suicídio, poderei induzir uma pessoa a isso!”

Questionar de modo sensato e franco fortalece o vínculo com a pessoa, que se sente acolhida e respeitada

2) “Ele está ameaçando o suicídio apenas para manipular os outros!”

Muitas pessoas que se matam dão sinais verbais ou não verbais de sua intenção para amigos, familiares ou médicos. Não se pode deixar de considerar a existência desse risco. Lembrando que 90% das pessoas que se suicidam possuíam transtornos mentais; elas poderiam ter sido tratadas

3) “Quem quer se matar se mata mesmo…”

Essa ideia pode conduzir ao imobilismo. As pessoas que pensam em suicídio frequentemente estão ambivalentes entre viver ou morrer. Prevenção é impedir os casos que são evitáveis

4) “Uma vez suicida, sempre suicida!”

A elevação do risco de suicídio costuma ser passageira e relacionada a algumas condições de vida. A ideação suicida não é permanente. Pessoas que já tentaram suicídio podem viver, e bem, uma longa vida

O que fazer quando identificar sinais que indiquem a possibilidade do suicídio:

– Não deixe a pessoa sozinha
– Tire de perto armas de fogo, álcool, drogas ou objetos cortantes
– Leve a pessoa para uma assistência especializada

Ligue para canais de ajuda: 188 ou 141 são os telefones do Centro de Valorização da Vida (CVV). Também é possível receber apoio emocional via internet (www.cvv.org.br), email, chat e Skype 24 horas por dia.

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