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#OpiniãoEcetista: Decisão do TST sobre o Plano de saúde dos Ecetistas

Publicado em 27/07/2017

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Se fazem necessárias avaliações importantes nestes momentos conturbados, porém temporários, de problemas na história do Correios, onde a discussão sobre o plano de saúde que atende os trabalhadores, e principalmente suas famílias (a maior preciosidade em suas vidas), sempre será tão importante, buscando a manutenção do direito aos beneficiados com sustentabilidade, já que os erros cometidos na empresa não foram gerados nas camadas de base que mais precisam de um ótimo e acessível plano de saúde. Tema extremamente complexo, exigiu esforço redobrado da equipe de estudos, composta pelos trabalhadores apontados pelas federações, imbuídos do desejo de trazer melhorias dentro dos temas, garantia de vida digna e saudável aos ECTistas. Hoje, com o assunto sendo discutido no TST, observamos que não somente os trabalhadores enxergaram a delicadeza e complexidade do tema, como também o próprio Tribunal encontra um imenso desafio ao ter de tratar o assunto plano de saúde das 413 mil vidas envolvidas.

Compreendemos que o “negócio de Correios” são postais, logística, financeiros, social e de prestação de serviços para esse país que amamos. O Brasil com seu povo em cada canto, em cada casa, sendo estes ricos ou pobres. Daí temos a clareza de que é necessário não somente ampliar mas aprofundar as discussões sobre Correios. Saúde financeira da empresa, para onde está indo o dinheiro que vem de nosso trabalho postal e que deveria estar sendo gasto com nosso benefício saúde. Gerar mecanismo de fiscalização e de recuperação de receita para impedir que intromissões políticas de pessoas sem compromisso com tudo o que significa Correios prejudiquem nossa empresa novamente. Avaliar os resultados do que já foi estudado e que ambas as partes concordaram até aqui é fundamental para curar os Correios comprovando que o trabalho da comissão não foi em vão. Muito já foi feito até a presente data com a garra, disposição e diálogo da parte dos trabalhadores ECTistas. Para avançar mais seria necessário mais tempo e muito mais transparência do que há hoje sobre todo os Correios.

Como já dito, ampliar e aprofundar o diálogo é fundamental para solucionarmos o tema “Plano de saúde”. Compreender melhor a situação da fonte administradora dos recursos que os trabalhadores produzem, ou seja, “entender muito mais de Correios” remete a necessidade de reativar a comissão de estudos entre empresa e trabalhadores, dessa vez para discutir muito mais sobre administração do plano de saúde na busca de melhorias assim como ampliar os temas, passando a tratar dos negócios da empresa (antigos e novos), a execução desses negócios, medidas globais na empresa de economia, tratar a comunicação com os trabalhadores como ferramenta didática da diminuição dos gastos, verificar o desenvolvimento das novas relações no ambiente de trabalho que foram geradas pelas mudanças nas leis trabalhistas e eventuais mudanças previdenciárias às quais nos opusemos como representantes dos trabalhadores.

Todos pretendemos manter o plano de saúde com as regras atuais. Os ECTtistas estão preocupados com as declarações dos representantes da ECT que criam pânico e apreensão na vida de todos, tais como possibilidade de demissões, perdas de direitos, insinuações da parte do Correios sobre eventual diminuição das conquistas históricas do Acordo Coletivo de Trabalho, igualando este à CLT como chegou a ser proposto no ano anterior de 2016. Acreditamos que a melhor orientação a ser dada no momento seja manter a disposição ao diálogo mas sem nos desfazermos da mobilização nas bases já que o ACT se encerra ao fim de julho e já bate a nossa porta.

Por fim, é inegável a capacidade dos trabalhadores de aceitar propostas negociadas com a empresa desde que estas se demonstrem possíveis de serem aprovadas em assembleias diante dos baixos salários que a categoria tem hoje nos Correios. O número de acordos coletivos de trabalho assinados quando há diálogo amplo e profundo é muito maior do que o número de sentenças emanadas do TST, fruto de dissídios coletivos geralmente de greve. Diminuir barreiras e criar pontes deve ser o objetivo de todos neste vital diálogo.

 

Texto de Wilson Araújo – Diretor da FINDECT 

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