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Julgamento sobre cláusulas suspensas do dissídio coletivo é adiado pelo STF

Publicado em 19/06/2026 13:49

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Após recorrer contra a decisão do TST, os Correios mantêm trabalhadores à espera de uma definição do STF sobre cláusulas suspensas desde janeiro, prolongando um impasse que atravessa uma campanha salarial e avança sobre a próxima.

Os trabalhadores dos Correios continuarão aguardando uma decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre quatro cláusulas do dissídio coletivo de greve de 2025. O julgamento, que estava previsto para ter início em 19 de junho, foi retirado da pauta da Corte, sem previsão de uma nova data.

O processo tem origem no julgamento do dissídio coletivo de greve realizado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em 30 de dezembro de 2025. Na ocasião, a Justiça do Trabalho definiu as condições para encerrar o conflito entre os trabalhadores e a empresa.

No entanto, menos de um mês depois, em 26 de janeiro de 2026, a direção dos Correios recorreu ao STF e obteve uma liminar suspendendo quatro cláusulas da decisão. Entre os pontos afetados estão o ticket extra de férias, a gratificação de férias de 70%, regras do plano de saúde e o pagamento pelo trabalho realizado em dias de repouso.

Para os sindicatos filiados à FINDECT, a retirada do julgamento da pauta prolonga uma situação de insegurança jurídica criada pela própria direção da empresa. Em vez de cumprir a decisão proferida pelo TST, os Correios optaram por questionar direitos já reconhecidos pela Justiça do Trabalho, arrastando uma disputa que segue sem solução definitiva.

O adiamento acontece justamente quando os trabalhadores começam a discutir a próxima campanha salarial. Com isso, a categoria entra em um novo processo de negociação enquanto ainda aguarda o desfecho do dissídio coletivo anterior, um cenário que demonstra a falta de capacidade da gestão da empresa em construir soluções e relações de trabalho mais estáveis.

Os sindicatos filiados à FINDECT continuarão acompanhando o caso e defendendo a manutenção dos direitos dos trabalhadores. A expectativa é que o STF marque uma nova data para o julgamento e coloque fim a um impasse que se arrasta há meses e gera incertezas para toda a categoria.

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