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FINDECT se manifesta contra demissões e o fechamento de agências, em audiência no Senado

Publicado em 17/05/2018

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A audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, convocada pelo Senador Paulo Paim (PT/RS), ocorrida na manhã de hoje (17), contou com a presença de representantes de entidades de trabalhadores dos Correios e pelo novo presidente da ECT, Carlos Roberto Fortner.

Representando a FINDECT – Federação Interestadual dos Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios, o Diretor de Finanças, Anézio Rodrigues denunciou a política de destruição das empresas públicas e estatais implementada pelo atual governo.

Anézio Rodrigues questionou a falta de diálogo com os trabalhadores que recebem informações sobre o fechamento de mais de 500 agências e a demissão de mais de 5 mil trabalhadores pela imprensa. Diante de tal notícia, o Senador Paim convocou a audiência que fez com que o novo presidente, Carlos Fortner, admitisse a existência de estudos, através de uma consultoria privada, que orienta pelo fechamento de centenas de agências em todo o Brasil.

Proposta amplia terceirização dos serviços dos Correios

Através de slides produzidos pela empresa de consultoria, Fortner argumentou a proximidade entre agências e disse que a empresa opera com prejuízos em milhares de pontos de atendimentos. Na proposta apresentada pelo presidente, haverá uma ampliação da terceirização dos serviços dos Correios, robustecendo as franqueadas e criando postos em quiosques, pontos de coleta em comércios e farmácias, unidades móveis e aplicativos na internet.

O dirigente da FINDECT, Anézio Rodrigues demonstrou que há um claro jogo de palavras e informações que, de um lado aponta déficit em torno de 2 bilhões, que visa fortalecer a idéia da necessidade de privatização e, de outro lado mostra o lucro de 600 milhões em 2017, para atrair o interesse a iniciativa privada.

Anézio também denunciou o ataque sofrido pelos trabalhadores, através da tentativa de acabar com a conquista histórica da categoria, que é o Plano de Saúde e também o desmonte e a destruição do Fundo de Pensão.

A FINDECT, através de ofício encaminhado para a empresa e na própria audiência do Senado, registrou diversos questionamentos, com a finalidade de assegurar a transparência nos atos da gestão da ECT, pois “não é possível que as entidades de trabalhadores tomem conhecimento de fatos de tamanha relevância para a vida dos funcionários, através dos meios de comunicação”, disse Anézio.

Ao final da audiência, o Senador Paulo Paim propôs que uma comissão ligada a CDH e formada pela representação das entidades de trabalhadores e da direção da empresa, passe a acompanhar a situação da empresa.

Eles passam. Nós ficamos!

Questionado pela imprensa da FINDECT e provocado pelo questionamento do Senador Paim, o presidente dos Correios se disse “pessoalmente” contrário a privatização da Empresa e se comprometeu a não demitir funcionários neste ano. Entretanto, vale lembrar que por ser um ano eleitoral, o que garante a proibição da demissão de funcionários é a legislação e não o gestor.

Anézio Rodrigues afirmou que a explicação para a atual situação dos Correios está ligada a falta de vínculo dos gestores com a Empresa e sua história. “As direções que vêm se sucedendo nos Correios praticam a constante ameaça aos funcionários, quando deveriam valorizar o seu principal patrimônio que são os trabalhadores. Eles passam. Nós ficamos.”, diz Anézio.

A FINDECT assegura que essa política de ameaça, de demissão e fechamento de agências, aliado ao ataque dos direitos dos trabalhadores será enfrentada com muita luta e mobilização.

Sônia Corrêa
Correspondente da FINDECT em Brasília

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