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Privatização Mata: tragédia na Sabesp expõe o desastre anunciado da entrega das estatais ao mercado

Publicado em 13/05/2026 15:54

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Explosão durante obra da Sabesp em São Paulo reforça os impactos da privatização, da terceirização e da precarização dos serviços públicos essenciais. FINDECT e sindicatos filiados responsabilizam o governo Tarcísio de Freitas pelo desmonte da empresa e alertam para os riscos da privatização dos Correios e de outras estatais brasileiras.

A explosão ocorrida durante uma obra da Sabesp no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, que deixou mortos, feridos e dezenas de famílias desalojadas, voltou a expor os impactos da privatização dos serviços públicos essenciais no Brasil. O acidente aconteceu em uma obra executada por empresa terceirizada e evidencia os efeitos do desmonte das estatais, da precarização das relações de trabalho e da lógica do lucro acima da segurança da população.

A FINDECT e os sindicatos filiados — SINTECT-SP, SINTECT-Santos, SINDECTEB, SINTECT-RJ e SINTECT-MA — afirmam que a tragédia envolvendo a Sabesp é consequência direta da política de privatização implementada pelo governador Tarcísio de Freitas. As entidades denunciam que, após a venda da companhia, houve redução dos quadros técnicos, avanço da terceirização e perda de trabalhadores experientes que acumulavam conhecimento fundamental sobre toda a estrutura operacional da empresa.

Os acidentes registrados nos últimos meses reforçam o alerta feito pelos trabalhadores e pelas entidades sindicais. Em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, uma idosa de 79 anos morreu após ser atropelada por um caminhão de uma empresa terceirizada que presta serviços para a Sabesp. Já em Caieiras, na Região Metropolitana de São Paulo, um motociclista de 32 anos morreu depois de ser atingido pela porta de um veículo aberta por um funcionário terceirizado ligado à companhia, sendo posteriormente atropelado por um ônibus escolar.

Para a federação, a sequência de tragédias evidencia os riscos provocados pelo avanço desenfreado da terceirização após a privatização da empresa. A precarização das relações de trabalho, a alta rotatividade, a redução de investimentos e a substituição de profissionais experientes por contratos mais baratos acabam comprometendo diretamente a segurança operacional e a qualidade da prestação de serviços essenciais à população.

A FINDECT também alerta que os problemas causados pelas privatizações já podem ser percebidos em outros setores estratégicos do país. O caso da Enel, responsável pela distribuição de energia elétrica em diversas regiões, tornou-se símbolo do abandono da infraestrutura e da precarização dos serviços. Nos últimos anos, milhões de brasileiros enfrentaram apagões, demora no restabelecimento da energia e sucessivos transtornos causados pela falta de investimentos adequados na rede elétrica.

Para as entidades sindicais, os exemplos da Sabesp e da Enel demonstram que a privatização de setores essenciais coloca em risco a qualidade dos serviços públicos e a segurança da população. O modelo de gestão voltado exclusivamente ao lucro enfraquece estruturas técnicas, reduz investimentos e precariza o atendimento à sociedade.

A FINDECT destaca que o cenário vivido pela Sabesp serve como alerta para outras empresas públicas brasileiras, especialmente os Correios. Assim como os Correios garantem a universalização dos serviços postais em todo o território nacional, a Sabesp exercia papel essencial no atendimento da população paulista. Para a federação, entregar empresas estratégicas à iniciativa privada significa colocar interesses financeiros acima das necessidades do povo brasileiro.

Os sindicatos filiados reafirmam posição contrária à privatização dos Correios e de todas as empresas públicas brasileiras, defendendo serviços públicos de qualidade, valorização dos trabalhadores e investimentos voltados ao interesse da população e da soberania nacional.

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